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Telecom BtoB

A central telefónica vai para a cloud.
Não é ela que avaria.

Substituir uma central telefónica por um serviço alojado leva uma manhã. O que faz descarrilar uma migração é a portabilidade dos números e os aparelhos ligados ao telefone que não se parecem com telefones.

Publicado a 4 de agosto de 2026 · 6 min de leitura · pela equipa técnica SkyNet

Sala de reuniões equipada: ecrã de videoconferência e telefone A central telefónica, lado visível
Bastidor de distribuição de fibra e equipamentos de rede em armário técnico E do lado da sala técnica

Sexta-feira, 12h04. A comutação fez-se na véspera à noite, tudo funcionava. Uma cliente fica presa no elevador e carrega no botão de alarme. A caixa marca o seu número, como desde a sua instalação. Ninguém atende: a sua linha foi rescindida com a central telefónica. A empresa de elevadores voltará a ligar na segunda-feira.

O que ganha

Três coisas concretas,
logo no dia seguinte.

O telefone segue a pessoa

O mesmo número toca no fixo, no telemóvel e no navegador.

O atendimento resolve-se sozinho

Horários, mensagem, reencaminhamento de piquete: uma página web, já não uma reunião.

Mais um site num dia

O telefone sai pré-configurado. Liga-se à rede, e declara-se sozinho.

Bastidor de distribuição de fibra e equipamentos de rede em armário técnico
O que avaria

Nunca é o telefone.
É o que estava ligado ao lado.

Uma migração prepara-se seguindo os cabos, não contando os telefones.

O ponto cego

Os aparelhos
que nunca tocam.

Esquecemo-los porque são silenciosos. Ninguém os usa, por isso ninguém os declara.

Existem três respostas, e não se equivalem: substituir o aparelho por um modelo IP ou móvel, ligá-lo através de um ATA (adaptador — uma caixa que recria uma tomada telefónica a partir da rede informática), ou manter uma linha dedicada quando o fabricante não tem mais nada.

O que não prometemos: que o seu aparelho de fax passe para IP. O fax foi concebido para uma linha analógica; em IP, a transmissão continua sensível. Testamos antes de cortar. Se não passar, a saída é o fax desmaterializado, não uma configuração milagrosa.

A linha analógica um par de cobre Elevador Alarme Pagamento Portão Aparelho de fax Piquete telealarme de cabina para a central remota terminal na linha de cobre e intercomunicador saúde, notariado cofre, caldeiras Nenhum toca. É por isso que se esquecem.

Um telealarme de elevador não se verifica no papel. Carrega-se no botão da cabina, e alguém atende no centro de chamadas. Enquanto este teste não passar, a migração não está terminada.

A contrapartida

Já não há caixa.
Mas já nada sem ligação.

Uma central telefónica alojada vive no fim do seu acesso à internet. É a única razão pela qual instalamos um recurso móvel onde o telefone sustenta o volume de negócios.

Telefones Receção Entradas Desvios Ligação única
Os seus números

A portabilidade é um direito.
Não é um botão.

Os números são recursos atribuídos aos operadores pela Arcep, depois afetados aos seus clientes. A portabilidade (levar os seus números para outro operador) é o mecanismo que lhos faz manter. Cinco coisas a saber antes de assinar.

  • Um mandato assinado por si autoriza o novo operador a agir junto do antigo. Sem ele, nada se mexe.
  • O processo tem de estar exato ao caráter : identificador de linha (o RIO, comprovativo de identidade de operador), denominação social, morada. Um único desvio face ao ficheiro do operador cedente faz rejeitar o pedido. É a primeira causa de adiamento que vemos.
  • Um bloco de números diretos porta-se em bloco. Manter metade de um lado não é uma opção corrente.
  • Portar o número principal rescinde a instalação que o suportava. Sem marcha atrás na manhã seguinte.
  • A data de portabilidade confirma-se por escrito, e nunca é a data da sua encomenda.

Quanto tempo? Não publicamos um prazo tipo : depende do operador de origem, do rigor do processo e do número de blocos. O que damos é a data assim que estiver confirmada — e nada é desligado antes dela.

O dia D

Cinco momentos,
por esta ordem.

A véspera

Telefones instalados e testados. A antiga central telefónica ainda funciona.

De manhã cedo

A portabilidade comuta. As chamadas recebidas chegam à nova instalação.

Dentro de uma hora

Chamadas recebidas, efetuadas, números diretos, desvios, grupos de chamada — testados a partir do exterior, nunca a partir do escritório.

Os terceiros

Elevador, alarme, terminal de pagamento: acionados a sério, prestador do outro lado da linha.

A antiga ligação

Rescindida depois. Nunca antes.

Sala de reuniões equipada: ecrã de videoconferência e telefone
O horário

De manhã.
Nunca a uma sexta-feira à noite.

De manhã, as suas equipas assinalam o que está mal e os terceiros atendem: empresa de elevadores, empresa de televigilância, operador de terminais de pagamento (o prestador do terminal de pagamento). Numa sexta-feira às 18h, ninguém responde antes de segunda, e um defeito de vinte minutos ocupa todo o fim de semana. Não planeamos comutações à sexta-feira à tarde: é uma regra, não uma preferência de agenda.

No terreno

O que instalamos, e o que operamos.

Sala de reuniões equipada: ecrã de videoconferência e telefone
Router profissional com acesso móvel de recurso
Telefone IP com ecrã tátil
Bastidor de distribuição de fibra e equipamentos de rede em armário técnico
O calendário que decide por si

Duas obras,
ou uma só.

O encerramento comercial do cobre já passou: desde 31 de janeiro de 2026, deixou de ser comercializada qualquer oferta nesta rede. O encerramento técnico chega lote a lote — 31 de janeiro de 2027 para o lote 3, 2028 a 2029 para os lotes 4, 5 e 6, novembro de 2030 para o último.

Migrar a central telefónica sem tratar as linhas analógicas que a rodeiam é abrir a mesma obra duas vezes. O calendário detalhado está aqui.

Router profissional com acesso móvel de recurso
Antes do orçamento

O que faz o preço,
é o inventário.

Um orçamento feito sem se ter seguido os cabos não é um preço: é uma estimativa que se corrige a meio do caminho.

A recensear
antes do orçamento.

  • O número de telefones realmente utilizados — não o número de trabalhadores.
  • Todos os números: principal, diretos, blocos, atendimento, fax, e os que já não servem mas continuam impressos nalgum lado.
  • Cada linha analógica e o que está na ponta. Siga o cabo.
  • Os reencaminhamentos e piquetes em vigor, mesmo os configurados por uma pessoa que entretanto saiu.
  • O tipo de ligação de cada local, e se existe um recurso.
  • Os telefones sem fios de local (DECT) e as suas bases: o custo que se descobre sempre demasiado tarde.

Cinco perguntas
a fazer antes de assinar.

A nós como a qualquer outro. Uma resposta vaga é uma informação em si.

  • Quem chama a empresa de elevadores e a central de televigilância — vocês, ou eu? Escreva-o na proposta.
  • Se a portabilidade for adiada pelo operador de origem, quem paga as duas assinaturas durante esse tempo?
  • Se a ligação cair, para onde vão as chamadas recebidas, e ao fim de quantos segundos?
  • Os telefones estão bloqueados na vossa plataforma? Se eu sair daqui a três anos, levo-os comigo?
  • No dia da comutação, quem atende, e em que número?

Trabalhamos com hotéis Accor e Logis Hôtels. Confiam em nós.

O que há a reter

  • A parte fácil é a central telefónica. O que avaria são os aparelhos analógicos silenciosos e a data de portabilidade.
  • Troca-se uma avaria de equipamento rara por uma dependência permanente da ligação: daí o recurso móvel onde o telefone sustenta o volume de negócios.
  • Portar o número principal rescinde a instalação de origem. Sem marcha atrás.
  • Comutamos de manhã, testamos a partir do exterior, acionamos os terceiros a sério, e só rescindimos a antiga ligação em último lugar.
Antes de assinar seja o que for

Envie as suas faturas.
Devolvemos-lhe o inventário.

As suas faturas de telecomunicações e a lista das suas moradas bastam. Devolvemos-lhe o que ainda é analógico, o que está ligado na ponta, e por que ordem tratar os locais. Um levantamento escrito, não um orçamento disfarçado.

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