WordPress ou PrestaShop?
A verdadeira questão é quem o atualiza.
Os dois funcionam. Os dois caem. O que decide quase nunca é o programa escolhido: é o nome escrito à frente da linha «quem trata disto».
Publicado a 4 de agosto de 2026 · 6 min de leitura · pela equipa técnica SkyNet
O site não caiu nesse dia.
Numa quinta-feira de manhã, uma loja online devolve uma página em branco. O gerente telefona à agência: o orçamento tem três anos, o interlocutor já lá não trabalha. Telefona ao fornecedor de alojamento, que confirma ter atualizado a versão do PHP (a linguagem que faz funcionar o site no servidor) durante a noite — como anunciado seis meses antes por e-mail. O site, esse, tinha ficado na antiga.
Ninguém cometeu nenhuma falta nessa quinta-feira. A falta data do dia da colocação online, quando toda a gente apertou a mão sem escrever quem trataria do site no dia seguinte.
Um nasceu para publicar,
o outro para vender.
WordPress — escrever
Um CMS (sistema de gestão de conteúdos: um programa para criar páginas sem programar). Nasceu para publicar, e fá-lo melhor do que a maioria. Também sabe vender, com a ajuda de uma extensão: para uma dezena de referências e um pagamento simples, é razoável.
PrestaShop — vender
O comércio está na base: catálogo, variantes (tamanho, cor), stocks, IVA, transportadoras, devoluções, notas de crédito. O que noutro lado se improvisa está aqui já previsto. Em troca, exige mais rigor de exploração.
Os dois funcionam. A má escolha não faz cair um site: acrescenta atrito. Paga-se em horas, não em avarias. É por isso que esta pergunta, feita em primeiro lugar, ocupa o lugar da certa.
Quatro linhas,
e um nome à frente de cada uma.
Um site não é um objeto que se entrega. É um serviço que funciona todos os dias, num servidor que evolui sem lhe pedir a opinião. As quatro linhas ao lado valem todos os comparativos de ferramentas.
Quatro profissões,
e não a mesma pessoa.
- Quem atualiza — o núcleo, o tema (o aspeto visual), cada extensão. E quem verifica depois que o site funciona: uma atualização não verificada é uma aposta.
- Quem faz as cópias de segurança — os ficheiros e a base de dados (onde vivem encomendas, clientes e textos). Guardar apenas os ficheiros não devolve uma loja.
- Quem restaura — nem a mesma pessoa, nem a mesma competência. Descobre-se no pior momento.
- Quem responde — um número, um horário, um prazo. Não um endereço de formulário.
O teste que separa toda a gente. Peça a data da última restauração bem-sucedida — não da última cópia de segurança. Uma cópia de segurança nunca restaurada não é uma cópia de segurança: é um ficheiro que se espera que esteja bom. Aplicamos a mesma regra às nossas ligações: o que não foi testado não está em vigor.
Oito extensões,
são nove programas.
Uma extensão (um módulo acrescentado para obter uma função: formulário, pagamento, ligação à transportadora) é um verdadeiro programa, escrito por outra pessoa, com o seu próprio ritmo de atualizações.
Cada uma traz uma função e uma dependência, ao mesmo tempo. Uma extensão abandonada pelo seu autor não se torna inútil: torna-se uma porta que já ninguém vigia.
- Veja a data da sua última atualização antes as suas notas.
- Pergunte o que avaria se ela desaparecer. Um formulário substitui-se; um processo de pagamento, muito menos depressa.
- Faça-a entrar no contrato. Uma extensão que lá não conste não é mantida por ninguém.
Nada avaria de uma só vez.
É esse mesmo o problema.
Um site deixado sem atualizações não se apaga: deriva. E no dia em que isso se nota, a cópia de segurança que se quer restaurar já contém o problema.
Dezoito meses,
contados por ordem
Ninguém faz nada de errado. É exatamente por isso que acontece.
- O atraso alimenta-se a si próprio — quanto maior o desvio, mais arriscado parece atualizar. Por isso espera-se.
- O servidor, esse, avança — o seu fornecedor de alojamento segue o calendário dele, não o seu.
- Os robôs não o visam — varrem endereços. Ser pequeno não protege de nada.
As atualizações acumulam-se
«12 atualizações disponíveis». Ninguém clica: ninguém sabe o que fazer se o site avariar depois.
Já ninguém se atreve
O atraso torna-se uma razão para não fazer nada.
O fornecedor de alojamento muda o PHP
Uma extensão que ficou para trás para. Já não é uma caixa a assinalar, é uma obra.
A porta fica aberta
Uma falha publicada há muito tempo é explorada. Aparecem páginas desconhecidas, e os motores indexam-nas.
A cópia de segurança não salva
É preciso recuar para antes da intrusão. Sem a data dela, restaura-se o problema juntamente com o site.
Um site não para porque foi mal escolhido. Para porque foi deixado sozinho.
Um site vive sobre uma infraestrutura, não no vazio.




A grelha,
em cinco linhas.
O que deve orientar a escolha — e o que é preciso prever em contrapartida.
| A sua situação | O que é razoável | O que é preciso prever |
|---|---|---|
| Conteúdo, pouca ou nenhuma venda | WordPress | Uma pessoa nomeada, mesmo a tempo muito parcial |
| Variantes, stocks, transportadoras, devoluções | PrestaShop | Um orçamento de exploração, não apenas de criação |
| Alguns produtos, um modo de entrega | WordPress e uma extensão de venda | O circuito de pagamento deve ser nomeado no contrato |
| Um site que já funciona | Não se muda de ferramenta | A obra útil é a manutenção, não a remodelação |
| Ninguém internamente, nenhum contrato | Nenhum dos dois, por agora | Resolva esta linha primeiro. A ferramenta vem depois |
O contrato de manutenção mínimo.
Seis linhas. Se faltar uma, pergunte porquê antes de assinar.
- A frequência das atualizações, e o seu âmbito: núcleo, tema, extensões — cada uma citada.
- A frequência das cópias de segurança, o seu prazo de conservação, e a sua localização: não no servidor do site.
- Um teste de restauro periódico, com uma data escrita e um relatório.
- O prazo de resposta em caso de paragem total, e o período horário em que se aplica.
- Quem detém os acessos: alojamento, nome de domínio e administração devem estar em seu nome.
- O que não está coberto. Um contrato mudo sobre as suas exclusões não é legível.
O que não prometemos. Que um site nunca será comprometido: ninguém o pode escrever honestamente. Escrevemos o prazo de reposição online e a profundidade das cópias de segurança. E não avançamos nenhum número sobre os sites deixados sem manutenção: não o medimos.
Trabalhamos com hotéis Accor e Logis Hôtels. Confiam em nós.
O site, a ligação e o telefone:
a mesma equipa.
Os nossos serviços assentam em datacenters certificados ISO 27001 e HDS, situados em França. A ligação, o posto e o site são assegurados pela mesma equipa, em Rouen. Um só número quando avaria.
O que há a reter
- A ferramenta decide o atrito diário, raramente da avaria.
- O que decide realmente: o nome à frente de «quem atualiza, quem salvaguarda, quem restaura, quem responde».
- Cada extensão é mais um programa a manter, e mais uma porta.
- Uma cópia de segurança nunca restaurada não é uma cópia de segurança. Peça a data da última restauração bem-sucedida.
- Alojamento, nome de domínio, administração: em seu nome. Sempre.
Façamos o inventário do seu site antes de falar dele
Dê-nos o endereço do seu site e o nome do seu fornecedor de alojamento. Dizemos-lhe que extensões já não são acompanhadas, se as cópias de segurança existem, e em que nome estão os seus acessos. Um levantamento escrito, não um orçamento disfarçado.