Loja online: as seis perguntas que o comprometem por cinco anos.
Comparam-se plataformas pela sua assinatura mensal. Deixam-se — ou não — pelo que fazem dos seus dados, das suas encomendas e dos seus hábitos. Eis o que é preciso perguntar antes de assinar.
Publicado a 4 de agosto de 2026 · 5 min de leitura · pela equipa técnica SkyNet
Comparam-se orçamentos.
Assina-se uma dependência.
Quer mudar de loja online. Pede a exportação dos seus dados. O ficheiro chega: as fichas de produto estão lá, as fotografias em definição reduzida, as avaliações dos clientes em lado nenhum, o histórico das encomendas a meio. Não está a mudar de casa — está a recomeçar.
Uma plataforma de comércio eletrónico (o programa que faz funcionar a sua loja) escolhe-se pelo seu preço de entrada e sofre-se pelo seu preço de saída. As seis perguntas que se seguem falam pouco de funcionalidades: falam do que ainda poderá decidir daqui a três anos.
Uma loja lança-se depressa.
Deixa-se lentamente.
A diferença joga-se em respostas obtidas antes da assinatura — não no motor de busca interno nem no número de temas disponíveis.
Seis perguntas,
e quanto custa uma má resposta.
1. A quem pertencem os seus dados?
Peça a exportação completa antes de assinar, não a promessa de que existe. Veja o que falta: fotografias na definição de origem, avaliações de clientes, histórico das encomendas. O que não estiver no ficheiro deixará de existir no dia da saída.
2. Quanto custa o crescimento?
Uma comissão sobre as vendas é indolor no arranque e torna-se um encargo pesado quando o volume sobe. Uma assinatura fixa faz o contrário. Projete a fatura sobre o seu volume de negócios a três anos, não sobre o de hoje.
3. Quem aplica as atualizações?
Loja alugada: o editor trata disso, e não é o utilizador que escolhe o calendário. Loja instalada no seu servidor: decide tudo, incluindo não fazer nada. Uma extensão (um módulo acrescentado à loja) abandonada há dois anos é uma porta aberta, e ninguém o avisará.
4. Como comunica com as suas outras ferramentas?
Gestão comercial, stock, caixa, transportadora, contabilidade. Se o stock não for atualizado sozinho, alguém o reintroduz — muitas vezes ao domingo à noite. «É possível» não é uma resposta: pergunte por quem, em quantos dias, e a que preço.
5. Quem responde quando a loja cai?
Um apoio por formulário, prometido «em 48 horas úteis», não cobre um sábado de dezembro. E faça a pergunta que se esquece: quem determina se a avaria vem da plataforma, do alojamento, do módulo de pagamento ou da sua ligação à internet?
6. Quanto custa a mudança?
A exportação, a recriação das fichas, os redirecionamentos dos endereços antigos (sem eles, o posicionamento adquirido desaparece), a religação das ferramentas, a formação. Este montante não aparece em nenhum orçamento de entrada. E, no entanto, é ele que decide se é livre.
Comissão ou assinatura:
tudo depende de onde estiver.
Uma comissão sobre as vendas acompanha o seu êxito. Uma assinatura fixa não se mexe. Existe portanto um ponto em que as duas se cruzam, e não está no mesmo sítio para uma loja que arranca e para uma loja que já roda. É esse ponto que é preciso situar com os seus volumes.
A avaria não avisa.
O contrato, sim.
Leia os horários do apoio antes de assinar, não durante o incidente. E verifique quem, na cadeia, é capaz de dizer de onde vem realmente o problema.
Não lhe diremos
qual a melhor plataforma.
A resposta depende do seu catálogo, dos seus fluxos e das suas equipas. Um integrador que tem uma resposta única vende a ferramenta dele, não a sua.
- Partimos das suas seis respostas, não de um catálogo de plataformas
- O custo de saída é orçamentado logo no estudo, e está escrito
- Os nossos serviços assentam em datacenters certificados ISO 27001 e HDS, situados em França
- Operamos também a sua ligação, sob o nosso identificador de operador: quando a loja abranda, sabemos de que lado procurar
O que não sabemos. Não temos um custo médio de migração para lhe anunciar: depende do número de fichas, de endereços antigos a redirecionar e de ferramentas ligadas. Estes três números contam-se na sua empresa, e dão um montante — não uma média.
A loja, a ligação e o telefone que toca.




O que há a reter
- O orçamento compara assinaturas. O verdadeiro compromisso é o custo de saída.
- Peça o ficheiro de exportação antes de assinar: o que lá não constar será perdido.
- Comissão ou assinatura: projete a fatura sobre o seu volume a três anos.
- Os redirecionamentos dos antigos endereços não são um detalhe: sem eles, o posicionamento adquirido desaparece.
- Ponha um nome e um horário à frente de «quem responde quando cai».
As suas seis respostas, por escrito
Dê-nos a sua plataforma atual, o seu número de fichas de produto e as ferramentas ligadas a ela. Devolvemos-lhe as seis respostas para o seu caso, e quanto custaria uma saída. É um levantamento, não um orçamento disfarçado.